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Prepare-se para enfrentar estradas e pedágios

Texto: Aladim Lopes Gonçalves e Mariana Carnicelli (editado por Marcelo Goto)
Fotos e vídeo: Reprodução

Chega o período de férias e todos querem aproveitar para viajar e relaxar. Mas não basta apenas tirar o carro da garagem e pegar a estrada. Viagens exigem uma série de preparativos. Um detalhe que passa despercebido é quanto se vai gastar com os pedágios. Hoje em dia, após poucos quilômetros rodados, já se depara com dois ou três deles. Duvida? Então anote aí, o Brasil tem cerca de 300 pedágios espalhados pelas principais rodovias com tarifas variando entre R$ 1,80 e R$ 15,40.

Apesar de pesarem no bolso, não há como negar que as tarifas cobradas depois do processo de privatização melhorou bastante o estado das rodovias, embora não tenha solucionado o problema completamente. A Confederação Nacional do Transporte (CNT) faz anualmente uma pesquisa na qual avalia o estado de conservação das principais estradas do país. Segundo a Pesquisa Rodoviária 2002, a única ligação que foi classificada como ótima foi a BR-050 - SP-330 que liga São Paulo/SP a Uberaba/MG. O estado de conservação geral das rodovias do país foi classificado como deficiente, ruim e péssimo em 59,1% dos 52 mil quilômetros avaliados.

Na 109º e última posição da lista figura a ligação entre Leopoldina (MG) e a BR-262, também em Minas Gerais. De acordo com a CNT, foram avaliados 84.382 quilômetros de estradas, ou 100% da malha rodoviária do país, sendo que 54,5% dela (45.950 quilômetros) encontram-se com o pavimento em estado regular, ruim ou péssimo, 70,3% (59.309 quilômetros) da extensão apresenta sinalização com problemas e 40,5% (34.168 km) da extensão avaliada não possui acostamento.

Também não podemos esquecer que todos os motoristas que trafegam pelos trechos sob concessão têm de pagar uma tarifa adicional para desfrutar das melhorias de segurança e conforto disponibilizados. Isso se aplica, sobretudo, para quem mora em São Paulo, um Estado que concentra alguns dos melhores e mais modernos complexos rodoviários do país, administrados por 13 empresas do setor privado e duas vinculadas ao governo.

Desde o fim de junho as concessionárias aumentaram os preços dos pedágios em cerca de 26%. Para evitar eventuais "sustos" na hora de encarar as praças de cobrança, o Carsale montou uma tabela com as principais rodovias do Estado, a localização dos pedágios e os preços das tarifas, para facilitar a vida de quem vai viajar nessas férias. Com essas informações ficará mais fácil para o motorista escolher uma localidade, traçar um roteiro e calcular os custos básicos do passeio.

Ayrton Senna-Carvalho Pinto (SP-070)
Para quem pretende passar alguns dias do inverno na cidade de Campos do Jordão (Serra da Mantiqueira), ou no litoral norte de São Paulo (São Sebastião e Ubatuba), ou ainda seguir viagem rumo ao litoral sul do Rio de Janeiro, o trajeto deve começar nas rodovias Ayrton Senna e Carvalho Pinto.

Administrada pela Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.), a Ayrton Senna é uma estrada moderna, de traçado reto, que corre em paralelo à rodovia Presidente Dutra. A Carvalho Pinto, por sua vez, é uma espécie de continuação da Ayrton Senna. Ao todo o sistema é formado pelas duas estradas possui quatro pedágios.
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Anhanguera-Bandeirantes
Se a opção for um passeio pela região de Campinas e Limeira, a melhor alternativa é o complexo Anhangüera-Bandeirantes (SP-330 e SP-348), administrado pela Autoban. Esse é um dos sistemas mais bem-cuidados do país e dispõe de vários postos de abastecimento, oficinas, borracharias, restaurantes e centros de entretenimento. As rodovias Anhangüera e Bandeirantes juntas somam oito pedágios (quatro cada uma). A ligação de uma rodovia a outra acontece no Km 47 de ambas, na região de Campinas.
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Anchieta-Imigrantes
É a via de acesso mais usada para quem parte da Grande São Paulo para o litoral. O complexo possui cerca de 175 quilômetros de extensão e é formado pelas rodovias Anchieta (SP-150), Imigrantes (SP-160), Padre Manoel da Nóbrega (SP-055) ou Pedro Taques, e Cônego Domênico Rangoni (ou Piaçaguera-Guarujá).

No inverno, é necessário um pouco mais de cautela no trecho de serra, que costuma apresentar neblina. Por muito tempo, esse sistema foi considerado a "via-sacra" dos paulistanos, situação que mudou bastante após a duplicação da Imigrantes.

Para quem quiser conferir as condições de tráfego antes de sair de casa, o site da Ecovias, empresa administradora do sistema, mantém câmeras que permitem acompanhar o movimento em tempo real. Os pedágios estão situados no Km 31,1, da Anchieta, e no Km 32,4, da Imigrantes, em Piratininga. Além desses, que são incontornáveis, há os chamados pedágios de bloqueio nas saídas das rodovias.
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Castelo Branco
Quem decidiu conhecer a região oeste do interior do Estado, como as cidades de Sorocaba e Itu, pode começar a viagem pela rodovia Castelo Branco. A estrada é uma concessão de três operadoras: do Km 13 ao 79 (Via Oeste), até o Km 129 (Rodovia das Colinas) e dali até o fim sob a SPVias.

Antes de encarar essa estrada é interessante planejar o horário de saída, pois normalmente, o motorista enfrenta congestionamentos freqüentes entre a capital e a região de Barueri e Alphaville. Os horários mais complicados são entre as 6h e 9h30 e das 16h30 às 19h30, mas o trânsito costuma a apresentar lentidão mesmo fora desses períodos.

Há duas pistas adjacentes com pedágio. A Castelo Branco pode apresentar neblina em toda a sua extensão e ventos laterais na região de Boituva (Km 113). Em sua extensão estão localizadas oito praças de pedágio.
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Fernão Dias
Caso as férias incluam uma "esticada" até Belo Horizonte (MG), ou um roteiro pelas estâncias hidrominerais do sul de Minas Gerais, o caminho mais viável é a BR-381, nesse trecho também conhecido como Fernão Dias. No início do trajeto o tráfego era prejudicado pelo grande volume de caminhões que deixam São Paulo, mas a duplicação amenizou um pouco a situação.

Nos trechos de serra, o motorista precisa redobrar os cuidados por causa da forte neblina da manhã, sobretudo da região de Mairiporã, na Grande São Paulo, até a divisa de Minas Gerais. Em caso de dúvidas com relação ao trajeto, há postos da Polícia Rodoviária nos Km 9, 47 e 82.

Presidente Dutra
Trata-se da rodovia mais utilizada pelos paulistas para ir ao Rio de Janeiro e região sul fluminense. A Dutra é continuação da BR-116 (Régis Bittencourt), mas com a diferença de que o trecho sob concessão da empresa Nova Dutra se encontra em bom estado de conservação, inclusive com muros de concreto separando as pistas, além de boa sinalização.

Logo no início, como acontece nas estradas que partem de São Paulo, costuma haver congestionamento por causa do tráfego de caminhões e ônibus. Uma alternativa para escapar do trânsito pesado da é acessar o complexo Ayrton Senna/Carvalho Pinto, que possui mais pistas e menos veículos, na altura do distrito de Quiririm.

A Dutra conta com 11 bases operacionais para serviços médicos, resgate, guinchos e informações, além de telefones de emergência. No inverno, a maior dificuldade para o motorista é a neblina freqüente. O trecho onde há mais riscos de acidentes é entre os municípios de Jacareí e São José dos Campos, no Vale do Paraíba.

Para escapar das eventuais filas nos pedágios é melhor fica atento aos avisos. O primeiro posto de cobrança foi desmembrado em dois conjuntos, um no Km 204,5 e outro no Km 180. Os outros pedágios estão nos Km 88, 165, 207 e 318, este já em Itatiaia (RJ).
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Régis Bittencourt
Quem programou uma esticada para a região Sul do país, com passagem por Curitiba (PR), por exemplo, vai ter de enfrentar a rodovia Régis Bittencourt (BR-116), também conhecida pelo apelido de "rodovia da morte". O nome não é à toa, pois se trata de uma das estradas mais perigosas do Brasil. Por possuir pista simples e péssimo estado de conservação em alguns trechos, além de grande tráfego de veículos pesados, a BR-116 é temida pelos motoristas. Fora isso, ela ainda corta várias cidades, o que significa a presença de lombadas, sonorizadores e movimento de pedestres. Antes de sair, uma dica é conferir as recomendações da estrada do DNIT-SP (Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes) pelo telefone (11) 6954-2011.

Raposo Tavares
Percurso ideal para os motoristas que pretendem acessar as regiões de Sorocaba, Votorantim ou o norte do Paraná (seguindo pelas rodovias SP-127 e SP-258). A Raposo Tavares corta boa parte do interior do Estado de São Paulo e é administrada por duas concessionárias: Viaoeste (do Km 34 ao Km 115) e SPVias (do Km 115,5 ao Km 168).

Para quem deixa São Paulo por essa rodovia, é preciso atentar para o tráfego de caminhões e trechos de neblina, nas imediações do município de São Roque, o que exige atenção extra nas ultrapassagens. No Km 167 há um serviço de atendimento ao usuário, que dispõe de guinchos, ambulâncias e carros de apoio. A estrada tem pedágios nos Km 46,5, 79, 111,5 e 136.
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