Carsale - A partir de 2 de abril de 2009, o consumidor brasileiro terá mais um critério de avaliação antes da compra de seu veículo: a etiqueta de consumo de combustível, regulamentada pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), que passará a sair de fábrica nos veículos incluídos no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular.
A iniciativa foi lançada oficialmente hoje (7) no 25º Salão do Automóvel de São Paulo. A cerimônia contou com a presença do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, além de representantes do Inmetro, Petrobras, Anfavea (Associação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores) e Abeiva (Associação Brasileira de Empresas Importadoras de Veículos Automotivos).
A participação das montadoras é voluntária, mas todas as afiliadas à
Anfavea e à
Abeiva já aderiram ao programa. "Espero mesmo ver em 2 de abril o primeiro automóvel com etiqueta veicular", afirmou Miguel Jorge, otimista.
Cada empresa participante terá de etiquetar pelo menos 50% de sua frota - mas todos os veículos passarão pelos testes, afirmam representantes do Inmetro. Aqueles que não tiverem o selo, mas fizerem parte do programa por suas montadoras, terão seus dados de consumo divulgados pelo instituto.
Testes por categoriaPara serem submetidos aos testes do Inmetro, os carros foram divididos em oito categorias, de acordo com seu tamanho (área que ocupam) - subcompacto, compacto, médio e grande - e com suas características de uso - esportivo, fora-de-estrada, comercial leve e comercial derivado de veículos de passeio. Na etiqueta, também aparece o ano em que a comparação dos veículos do mesmo ano-modelo foi realizada.
Os testes serão realizados em laboratório, conforme norma ABNT NBR 7024, com ciclos de condução e combustíveis padrão. Os carros serão submetidos a situações muito próximas às condições reais de uso do veículo na estrada e na cidade. "Todos passarão por uma condição padronizada. E não será a melhor situação possível, como asfalto liso, por exemplo. A idéia é reproduzir características muito próximas ao dia-a-dia dos motoristas", explicou João Jornada, presidente do Inmetro.
Entenda o seloNa etiqueta, o consumidor terá acesso a diversas informações. No canto superior direito, há o ano em que a comparação dos veículos do mesmo ano-modelo foi realizada. Logo abaixo, estão as informações sobre a categoria que o veículo está incluído, além de dados de identificação do automóvel (modelo, versão, motor e transmissão).
Na parte central do selo, há um quadro colorido que indica a classificação do veículo no que diz respeito ao seu consumo. Os veículos da mesma categoria e ano podem ser classificados de 'A', que significa menor consumo energético, e 'E', maior consumo energético. A definição dessas faixas e a classificação são feitas por critérios estatísticos. O consumo energético é calculado pela média do consumo dos veículos na cidade e na estrada, com diferentes combustíveis, convertidos para unidades de energia (MJ/km) conforme seu poder calorífico e densidade.
Abaixo deste quadro, o consumidor pode verificar os valores de quilometragem por litro (km/l) com álcool, gasolina ou GNV (km/m3), tanto em ciclos urbanos como rodoviários. No pé da etiqueta, o Inmetro alerta o consumidor sobre uma questão importante, que deve ser o mote da campanha: o consumo do veículo depende das condições do trânsito, combustível e hábitos do motorista.
O Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular foi desenvolvido em parceria com a Petrobras e o Conpet, Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural, vinculado ao Ministério de Minas e Energia.
(Carina Mazarotto)