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Ford Fusion SEL 3.0 V6 AWD - 18/11/2009<

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Sedã médio-grande mexicano tem na boa relação custo/benefício seu principal atributo

Texto: Diogo de Oliveira - Carsale
Fotos:Diogo de Oliveira

Ao entrar em um Ford Fusion fica fácil entender porque o modelo produzido no México tem feito grande sucesso no Brasil desde 2007, quando começou a ser importado. Com preço a partir de R$ 84.900, na versão de entrada 2.5 de 173 cv, o três volumes da marca do oval azul impressiona pelo espaço interno extremamente generoso, pelo padrão de acabamento refinado e pela lista de itens de série recheada de equipamentos modernos. Um deles é o Sync, sistema de multimídia desenvolvido em parceria com a Sony e controlado por uma tela de oito polegadas embutida no console.

Normalmente, um veículo do porte dele custa bem mais caro – por isso a média interessante de 800 vendas mensais em 2009. O rival Honda Accord, por exemplo, também é trazido do exterior (Japão), mas tem preço mais elevado: R$ 94.855, na versão básica LX, equipada com o motor 2.0 de 156 cv. A diferença está na taxa de importação simbólica de 1% - válida para automóveis fabricados no México, país que possui acordos comerciais com o Brasil -, em vez dos 35% de tarifa cobrada nos modelos de outras nacionalidades. Pelo preço inicial, o Fusion emparelha com as versões topo de linha dos médios Honda Civic e Toyota Corolla, os best-sellers do segmento inferior, vendidos também na faixa dos R$ 85 mil.

Mas é a versão topo de linha SEL 3.0 V6 do sedã Ford, lançada em maio, que tem o preço mais competitivo. Enquanto as configurações equivalentes dos concorrentes Honda Accord, Toyota Camry e Volkswagen Passat custam entre R$ 141 mil e R$ 145 mil, o Fusion com o motor seis cilindros em "V" é vendido por R$ 99.900. De tão grande, a diferença de cifras impossibilitou, inclusive, um comparativo entre os modelos. Seria injusto confrontar carros com preços tão distantes. Não por acaso, a versão mais cara do modelo Ford já representa 40% das vendas no País. Confira abaixo o que faz do Fusion um dos automóveis atuais mais desejados pelos brasileiros!

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Reestilização deixou o modelo mais imponente
A boa relação custo/benefício diante dos rivais é, desde o início, o principal atrativo do Fusion. Afinal, o sedã oferece o mesmo que os modelos médio-grandes rivais pelo preço de carros médios tops. Mas, sem dúvida, a recente reestilização promovida pela Ford entregou algo a mais ao Fusion. O modelo deixou o desenho comportado de lado e adotou linhas mais arrojadas, sem perder a elegância. Está mais imponente.

Por fora, foram alterados para-choques, capô, faróis e lanternas. Os faróis, antes verticalizados e meio quadradões, agora estão estreitos e ligeiramente inclinados em diagonal. O conjunto envolve a nova e enorme grade frontal, formada por três barras cromadas, que marca o estilo chamado Bold dos modelos da montadora americana. Para acompanhar o desenho, o para-choques ganhou uma tomada de ar central maior, com os faróis de neblina embutidos em outras duas seções nas pontas, que simulam entradas de ar. Um visível ressalto central no capô dá um tom mais esportivo ao modelo.

Nas laterais, praticamente nada foi alterado. Permanece a linha de cintura elevada e marcante, que sobe ascendente em direção ao terceiro volume. Atrás, as lanternas aparecem recortadas e com nova divisão nas seções de luz. O conjunto não exibe mais os cromados que contornavam as peças. Por dentro, o visual também permanece com a mesma elegância e requinte de antes. Há revestimento de couro nos bancos, volante, manopla de câmbio e portas; peças emborrachadas no painel, texturas agradáveis e encaixes precisos. A novidade é a tela do sistema Sync, instalada apenas na versão V6.

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Reestilização deixou o modelo mais imponente
A boa relação custo/benefício diante dos rivais é, desde o início, o principal atrativo do Fusion. Afinal, o sedã oferece o mesmo que os modelos médio-grandes rivais pelo preço de carros médios tops. Mas, sem dúvida, a recente reestilização promovida pela Ford entregou algo a mais ao Fusion. O modelo deixou o desenho comportado de lado e adotou linhas mais arrojadas, sem perder a elegância. Está mais imponente.

Por fora, foram alterados para-choques, capô, faróis e lanternas. Os faróis, antes verticalizados e meio quadradões, agora estão estreitos e ligeiramente inclinados em diagonal. O conjunto envolve a nova e enorme grade frontal, formada por três barras cromadas, que marca o estilo chamado Bold dos modelos da montadora americana. Para acompanhar o desenho, o para-choques ganhou uma tomada de ar central maior, com os faróis de neblina embutidos em outras duas seções nas pontas, que simulam entradas de ar. Um visível ressalto central no capô dá um tom mais esportivo ao modelo.

Nas laterais, praticamente nada foi alterado. Permanece a linha de cintura elevada e marcante, que sobe ascendente em direção ao terceiro volume. Atrás, as lanternas aparecem recortadas e com nova divisão nas seções de luz. O conjunto não exibe mais os cromados que contornavam as peças. Por dentro, o visual também permanece com a mesma elegância e requinte de antes. Há revestimento de couro nos bancos, volante, manopla de câmbio e portas; peças emborrachadas no painel, texturas agradáveis e encaixes precisos. A novidade é a tela do sistema Sync, instalada apenas na versão V6.

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Nova versão V6 entrega a esportividade que faltava
Porte imponente, o Fusion sempre teve. Suas dimensões encorpadas, com compridos 4,84 metros de extensão por 1,83 metro de largura, são a marca registrada do modelo e exigem até certo cuidado – e paciência – nas manobras, principalmente de estacionamento. Por ser grandão, o sedã também oferece um espaço interno bastante amplo, com ótimos vãos para pernas na frente e atrás, além de bancos largos capazes de acomodar com sobras pessoas de diferentes tamanhos. O porta-malas leva volumosos 530 litros de bagagens.

Mas apesar da fartura em espaço e conforto, faltava potência ao Fusion. Não que o motor 2.5 litros da versão básica, com quatro cilindros em linha e 173 cv, faça feio. Mas o sedã de 1,65 tonelada é pesado. Além disso, o próprio segmento de médio-grandes costuma oferecer motores mais fortes. Todos os rivais tinham suas versões V6. Só o modelo Ford não dispunha da configuração no Brasil. E com a reestilização, enfim chegou uma versão com mecânica mais robusta. Sob o capô, o Fusion SEL guarda um apimentado motor 3.0 litros V6 com bloco em alumínio, 24 válvulas e duplo comando.

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O propulsor movido a gasolina é acoplado a um câmbio automático sequencial de seis velocidades e desenvolve energéticos 243 cv de potência máxima a 6.550 rpm – são exatos 70 cv a mais que na versão mais simples. Aos 4.300 giros, o motor despeja ainda os 30,8 kgfm de torque por inteiro nas quatro rodas e produz arrancadas e retomadas consistentes. Para ir de zero a 60 km/h, por exemplo, foram necessários 4,2 segundos. Já para acelerar da inércia aos 100 km/h, o Fusion precisou de 9,4 s, tempo que não impressiona.

É nas retomadas que o bloco V6 da Ford mostra seu lado mais feroz, auxiliado pela caixa de transmissão bem escalonada. Bastaram 5,2 segundos para recuperar o fôlego dos 40 km/h aos 60 km/h e 6,6 s para retomar dos 60 km/h aos 100 km/h, segundo medições feitas pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT). Mas o arroubo maior também cobra o seu preço. Seja na cidade, seja na estrada, o motor 3.0 litros V6 do Fusion bebe grande quantidade de gasolina. A média no trânsito urbano foi de baixos 6,3 km/l, enquanto na rodovia o sedã médio-grande marcou 10 km/l cravados.

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Ótima relação custo/benefício é o principal argumento
O Fusion, hoje, é inegavelmente um sucesso de vendas. Até outubro, o modelo somou quase oito mil emplacamentos no País, com média mensal de 800 unidades. O volume supera com certa folga as impressionantes 6.900 unidades do rival coreano Hyundai Azera comercializadas no mesmo período. E é quase oito vezes maior que as 1.114 e 1.083 vendas de Honda Accord e Volks Passat, respectivamente. Evidente que apenas bom preço não é suficiente. É preciso oferecer algo mais. E o Fusion, especialmente na versão avaliada 3.0 V6, traz um pacote de fábrica realmente completo – além da esportividade do motor.

A configuração topo de linha SEL é equipada com tração integral permanente, ar-condicionado automático digital de duas zonas, direção, trio elétrico, controles eletrônicos de estabilidade e de tração, freios com ABS e EBD, rodas de liga leve aro 17, sensores de obstáculos traseiros e seis airbags – duplos frontais, laterais e do tipo cortina. Também são de série ajustes elétricos nos bancos dianteiros, regulagem de altura e profundidade da coluna de direção, volante multifunção e chave Keyless – basta apertar um botão no painel para ligar o motor e digitar um código programado em botões na maçaneta para acessar o veículo.

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Tudo isso sem falar no Sync Media System, o sistema multimídia desenvolvido pela Sony especialmente para os modelos da Ford. O equipamento reúne um sistema de som premium, com 12 alto-falantes e dois subwoofers, rádio/CD/DVD com leitor de MP3, conexão Bluetooth para celulares com sistema viva-voz, entradas USB e auxiliar, além de um disco rígido de 10 gigabytes para armazenamento de músicas e imagens. O recurso ainda permite ao motorista e passageiro controlar o sistema de ventilação por meio de gráficos e o telefone conectado via Bluetooth, tudo pela tela de oito polegadas sensível ao toque no console central.

O único opcional do Fusion é o teto solar elétrico, que adiciona R$ 4 mil ao preço final. Completo, o sedã mexicano sai das revendas da Ford por R$ 103.900, valor ainda muito abaixo do pedido na grande maioria dos adversários. O único concorrente a oferecer preço similar é o Hyundai Azera, que chega a ser mais barato: custa R$ 89.900 na única versão disponível, equipada com o motor 3.3 V6 de 245 cv. Só que o Fusion tem uma vantagem sobre o rival coreano. A marca do oval azul preserva até hoje uma certa tradição de qualidade entre os sedãs maiores com algum luxo, oriunda dos tempos gloriosos do Galaxie. E o modelo atual reforça essa tese, com autoridade.

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Ficha técnica Ford Fusion SEL 3.0 V6 AWD
Motor Dianteiro, transversal, seis cilindros em 'V', 24 válvulas, comando duplo no cabeçote, gasolina
Cilindrada (cm³) 2.967
Potencia (cv) 243 a 6.550 rpm
Torque (kgfm) 30,8 a 4.300 rpm
Câmbio Automático sequencial de seis marchas, tração integral permanente
Comprimento (m) 4,84
Largura (m) 1,84
Altura (m) 1,45
Entre-eixo (m) 2,73
Porta-mala (l) 530
Suspenção Independente, com braços de comprimento variável, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora, na dianteira, e do tipo Multilink, com braços múltiplos, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora, na traseira
Freios Dianteiros e traseiros a discos sólidos, com ABS e distribuidor eletrônico de frenagem EBD
Tanque (l) 62,5
Preço (R$) 99.900

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