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Honda Fit 1.5 EXL x Nissan Livina 1.8 SL - 05/06/2009

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Qual é o melhor topo de linha?

Texto: Carina Mazarotto - Carsale
Fotos: Divulgação Audi/João Sal
Vídeos: Wagner Benedetti Jr.

Ser ou não ser um monovolume? Eis a questão para Honda Fit e, agora, para o recém-chegado Nissan Livina. Fabricados no Brasil, os dois orientais usam diferentes artifícios para fugir do rótulo: o Fit seduz pelo design, atrai compradores de hatches e não é chamado pela Honda de monovolume. Já o Livina leva o título, mas quer ter fama de minivan grande, ideal para as famílias.

Apesar de terem posicionamentos distintos, Fit e Livina enfrentam disputa inevitável no mercado. Nas versões topo de linha, o ponto comum: os dois miram compradores que privilegiam a esportividade e a quantidade de equipamentos. De um lado, o Honda Fit 1.5 Flex EXL, por R$ 67.725. De outro, o Nissan Livina 1.8 Flex SL, equipado com ‘aerokit’ (aerofólio, spoilers e saias laterais), por cerca de R$ 59 mil. Entre os dois, qual você compraria? Confira os pontos fortes de cada um em nosso comparativo.

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ESTILO

O Fit ganhou ainda mais vitalidade com o lançamento de sua segunda geração, no ano passado. O bem-sucedido modelo da Honda recebeu formas mais musculosas, farois dianteiros alongados para as laterais, capô avançado e outros detalhes que lhe deram, naturalmente, um visual mais agressivo. O Livina segue a sobriedade: linhas retas, menos vincos e traseira com caimento pouco suave, que lembra a primeira geração do rival Fit.

Por dentro, a lógica do design é a mesma. O visual interno do Fit salta aos olhos, enquanto o modelo da Nissan segue o tradicional, sem requintes. Os dois têm bom acabamento, apesar dos plásticos das portas e painel serem suscetíveis a riscos. Fit e Livina são equipados com trio elétrico (vidros, retrovisores e travas) e rádio CD player com leitura para MP3/ WMA e entrada auxiliar integrada ao painel. Mas só o Fit oferece entrada USB, localizada na parte inferior do painel central, ar-condicionado digital (no Livina é manual), assim como volante com controles para o áudio e piloto automático. Mesmo na versão topo de linha o Livina não oferece computador de bordo e nem bancos revestidos de couro, itens de série no Fit EXL.

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As duas versões são equipadas com farois de neblina, maçanetas externas e parachoques na cor do veículo. Apenas o Fit traz retrovisores com luzes indicadoras de direção e brake-light, itens não disponíveis no concorrente. O modelo da Honda também sai de série com frisos laterais na cor do veículo, opcional no Livina por R$ 350. Em ambos, o bocal do reservatório de partida a frio fica na parte externa. No caso do Fit, a tampa tem abertura interna elétrica e fica próxima ao retrovisor externo direito, já no Livina ela está localizada abaixo do para-brisa.

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DESEMPENHO

A posição de dirigir dá vantagem ao New Fit. É possível regular a altura do banco, volante e cinto de segurança, assim como a profundidade da coluna de direção. Há ainda descansa-braço para o motorista. O Livina só tem ajuste de altura do volante e peca por não trazer cinto de segurança com regulagem de altura para os bancos dianteiros.

Por outro lado, o monovolume da Nissan surpreende no quesito desempenho. O motor 1.8 litro, de 16 válvulas, e 126 cv (com álcool) e 17,5 kgfm de torque, tem comando variável de abertura de válvulas (CVVTCS), que dá fôlego ao veículo em baixas e médias rotações e favorece a potência em giros mais altos. O propulsor 1.5 l do Fit, de 115 cv (álcool) e 14,8 kgfm de torque, também é cheio de tecnologias e traz o sobrenome i-VTEC, tradução para o controle eletrônico de abertura e fechamento das válvulas da Honda, que também proporciona máxima eficiência em diversos regimes de rotação. No caso da versão 1.5 EXL, o motor privilegia a esportividade, entregando mais torque em médias e altas rotações. É por isso mesmo que o Fit mostra certa morosidade nas saídas.

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Nas ultrapassagens, o Livina é ágil e confiante. Segundo testes realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), o modelo da Nissan precisa de apenas 4,5 segundos para retomar a velocidade dos 80 km/h aos 100 km/h, por exemplo. Com motor menos potente, o Fit retoma o fôlego nessa mesma velocidade em 6,9 segundos.

O câmbio do Livina é automático de quatro marchas, sem opção de trocas manuais, e traz o ‘overdrive’ (basta apertar um botão na parte esquerda da alavanca), que alonga a relação da última marcha, função útil principalmente nas estradas. Já o Fit, apesar de ter aposentado o bem-sucedido CVT, de relações contínuas, que equipava a geração anterior, agora traz transmissão automática de cinco velocidades, única no segmento, mais versátil que a do Livina por oferecer as opções ‘D’ e ‘S’ (Sport). Também é possível trocar as marchas por borboletas atrás do volante. Nos dois modelos, as trocas de marchas são perceptíveis, mas sem solavancos.

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Mas o mais interessante está por trás da sigla ESP. O programa eletrônico de estabilidade do Q5 coloca a tecnologia ao alcance do condutor. Além de corrigir a trajetória do veículo em situações de risco, atuando em parceria com o freio ABS, o ESP também oferece a função ‘Off-Road’ (de série em todas as versões), que pode ser acionada por um botão no console central (‘ESP Off’), abaixo do câmbio. Então, o ESP gerencia o controle de tração (ASR), que não deixa o veículo derrapar em estradas de terra; o bloqueio de diferencial, que ajuda o Q5 a escapar das armadilhas das trilhas e, ainda, é capaz de adaptar o centro de gravidade do veículo para a carga transportada, não permitindo que o jipinho corra riscos ao encontrar inclinações laterais, por exemplo. Esse sistema é inédito e funciona por meio de um sensor no teto, que identifica quando o rack é instalado no veículo.

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Para completar, o jipe de luxo sai de série com o sistema de assistência às descidas, acionado também pelo console central. Em descidas íngremes, numa velocidade de 6 km/h a 30 km/h, o carro freia sozinho, sem que você encoste no pedal. É só apertar o botão, olhar para baixo e soltar o jipe. Simples assim. Em nosso primeiro teste, realizado em uma descida de terra com 31 graus de inclinação, não foi difícil perder o fôlego! Aliás, se alguém se arriscar (mesmo) a colocar o jipinho de R$ 200 mil na lama, aqui vai mais uma dica: o Q5 tem 25 graus de ângulo de entrada e saída e 20 centímetros de distância livre do solo.

MERCADO

No Brasil, o Q5 não terá vida fácil. Além dos concorrentes diretos, como Mercedes-Benz GLK (R$ 225 mil) e BMW X3 (R$ 229 mil), o jipe de luxo da Audi terá de enfrentar também o competitivo Volvo XC60, crossover cheio de tecnologias que chegou ao País no ano passado por R$ 165.900. Sem contar com outros utilitários esportivos de luxo, como Ford Edge (R$ 149.700), VW Touareg (R$ 181.490) e o próprio VW Tiguan (R$ 124.190). A maior parte das apostas da Audi está no modelo de entrada, 2.0 Turbo FSI Attraction, que deve responder por 55% das vendas.

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Ficha técnica Honda Fit 1.5 EXL Nissan Livina 1.8 SL
Motor 1.5 l, i-VTEC, dianteiro, quatro cilindros em linha, transversal, 16 válvulas, bicombustível 1.8 l, dianteiro, transversal, 16 válvulas, quatro cilindros em linha, bicombustível
Cilindrada (cm³) 1.499 1.798
Potência (cv) 115 cv (G) e 116 (A) a 6.000 rpm 125 cv (G) e 126 (A) a 5.200 rpm
Torque (kgfm) 14,8 (G/A) a 4.800 rpm 17,5 (G/A) a 4.800 rpm
Câmbio Automático de cinco velocidades com Paddle Shift Automático de quatro velocidades com Overdrive
Comprimento (m) 3,90 4,18
Largura (m) 1,69
Altura (m) 1,65 1,53
Entre-eixo (m) 2,50 2,60
Peso (kg) 1.120 1.193
Suspensão Independente tipo McPherson, na dianteira, e barra de torção, na traseira Independente tipo McPherson com barra estabilizadora, na dianteira, e eixo de torção com barra estabilizadora e molas helicoidais, na traseira
Tanque (l) 42 50
Preço (R$) 67.725 57.640 (sem aerokit)

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