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C4 Picasso - 27/01/2009

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Mais um monovolume para a gama Citroën

Texto: Carina Mazarotto - Carsale
Fotos: Divulgação

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Depois do Xsara Picasso, lançado em 2001, e do Grand C4 Picasso, de sete lugares, mais um monovolume passa a integrar a gama de produtos da Citroën no Brasil. A bola da vez é o C4 Picasso, modelo de cinco lugares que já faz grande sucesso na Europa. Produzido na fábrica da Citroën de Vito, na Espanha, o monovolume chega às lojas brasileiras nas próximas semanas por R$ 80.700. O Xsara Picasso continua no mercado, como o monovolume de entrada da marca francesa.

Você pode até se perguntar: mas o C4 Picasso não é a cara do Grand C4 Picasso, lançado por aqui no ano passado? Sim. Os dois são praticamente irmãos. Compartilham traços de design, apetrechos tecnológicos, conforto interno e conjunto mecânico, com motor 2.0 litros de 16 válvulas, a gasolina. Mas o Grand C4 Picasso, como o próprio nome sugere, é maior que o novo C4 Picasso em 12 centímetros e tem espaço para sete lugares. No bolso, a diferença entre os dois é de aproximadamente R$ 6 mil.

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ESTILO

Então, vamos à prática. Para desvendar as semelhanças e diferenças entre os dois monovolumes, partimos para o primeiro test-drive com o C4 Picasso, realizado nesta terça-feira (27), durante lançamento do modelo à imprensa especializada. Nossas primeiras impressões começam do ponto certo: estilo. Segundo a Citroën, esta é a principal marca da nova minivan. Com carroceria de cinco lugares, o design do veículo ficou mais charmoso, principalmente na traseira, que tem caimento mais suave em relação à irmã de sete lugares.

Os frisos cromados que evidenciam o 'Chevron', símbolo da Citroën, na dianteira, trazem o design familiar da marca. No para-choque, entradas de ar deixam o visual do C4 Picasso mais arrojado, característica que se estende pelas laterais. A linha de cintura do monovolume tem um caimento retangular a partir da porta traseira, seguindo o desenho da coluna do para-brisa. É nessa parte que também aparecem as lanternas traseiras, que deixam a minivan com jeitão imponente.

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Conforto é outra palavra de ordem para a Citroën. O para-brisa com visibilidade de 70 graus salta aos olhos, assim como no Grand C4 Picasso. Ao entrar no veículo, a frase normalmente é a mesma: "Parece uma nave", dizem os motoristas. Mas quem não gosta de tanta luminosidade, também pode estender o para-sol para frente, uma solução prática e simples. A sensação de grandeza é ressaltada pelo painel avançado, que traz dois porta-luvas (ou porta-trecos, como preferir) superiores, tanto para o motorista quanto para o passageiro. O ar-condicionado digital, com regulagem quadri-zone - com difusores e controles situados nas extremidades laterais, para os bancos dianteiros e traseiros - é opcional e custa R$ 1.500.

As portas trazem bom acabamento, misturando dois tipos de plástico e veludo, também presente nos bancos. Ainda assim, foi possível encontrar rebarbas no acabamento da parte inferior da porta, situada próxima aos pés. Dentro do compartimento refrigerado, no painel, o acabamento também apresentava riscos, manchas e rebarbas. Mas nada que comprometa o conjunto.

Para agradar as famílias, a Citroën capricha: persianas nas janelas traseiras, de fácil manuseio, segundo retrovisor interno para vigiar as crianças no banco de trás, bancos traseiros independentes com regulagem individual, além do porta-malas com capacidade de 490 litros, que pode ser ampliada para 1.775 litros, com os bancos da segunda fileira recuados. O bagageiro também traz o Modumox, que nada mais é que um carrinho com uma bolsa de 40 litros para facilitar o transporte de objetos.

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DESEMPENHO

Antes de dirigir o C4 Picasso, é preciso deixar as manias de fora. A começar pela alavanca de câmbio e freio de estacionamento, que não ficam entre os bancos, assim como o Grand C4 Picasso. A caixa de transmissão do monovolume fica atrás do volante. É uma espécie de palheta, pela qual é possível selecionar as marchas. O câmbio é automático sequencial, de quatro marchas, e traz trocas suaves, sem muitos trancos. Há também a opção de trocas manuais, pelas borboletas atrás do volante.

O freio de estacionamento é elétrico e automático, de série, ou seja, é acionado automaticamente com o desligamento do motor. É possível acioná-lo também por um botão no centro do painel. Mas nas ladeiras você pode esquecê-lo: o C4 Picasso traz sistema de ajuda para partida com o veículo inclinação. Na prática, é só parar o carro, relaxar e tirar o pé do freio - pelo menos por dois segundos, tempo que o freio permite tal mordomia.

Assim como no Grand C4, a ergonomia é caprichada. Os comandos de acionamento elétricos de todos os vidros e retrovisores externos ficam na porta. Para controlar o ar condicionado para as quatro (ou duas) regiões, basta estender o braço à esquerda do volante, no painel. O volante também é multifuncional e tem o centro fixo, como no C4 Pallas. O painel de instrumentos também é diferenciado. Todas as informações ao motorista, incluindo conta-giros, velocímetro, volume de gasolina no tanque e dados do computador de bordo, ficam no grande display digital, ao centro do painel.

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Por falar em computador de bordo, ele não foi muito generoso: apontou consumo de 6,8 km/l durante e ao final do percurso de 116 quilômetros. Estávamos a uma velocidade média de 110 km/h, com o câmbio posicionado na opção 'Drive'. Em quarta marcha, o motor 2.0 litros de 143 cavalos, vai bem na estrada, mas precisou de certo fôlego para levar os 1.511 quilos do monovolume em alguns trechos. Nas ultrapassagens, é preciso pisar fundo no acelerador. O torque máximo está disponível somente a partir dos 4.000 rpm.

A suspensão segue a receita da Citroën, macia e confortável. Em alguns trechos da cidade, porém, mostrou-se barulhenta ao encarar buracos - coisas das ruas brasileiras, que os europeus não estão acostumados. Na estrada, a direção hidráulica com assistência variável ajuda a balancear leveza e segurança em velocidades mais altas. No quesito segurança, a Citroën não economiza. Entre os principais itens, o C4 Picasso sai de série com freios ABS, controle de estabilidade e sete airbags.

MERCADO

Uma minivan de R$ 80.700. Num raciocínio rápido, é fácil concluir que o C4 Picasso não enfrentará concorrentes diretos no segmento, já que os monovolumes vendidos no mercado brasileiro se posicionam numa faixa inferior de preços. Mas a idéia da Citroën é exatamente esta: atrair compradores de outros modelos, como peruas, SUVs (utilitários esportivos) e sedãs. Na lista principal dos rivais, a marca francesa cita Hyundai Tucson, Kia Sportage e a nova versão do Captiva, que chega ao mercado no próximo mês com motor 2.4 litros.

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O motor 1.6 de 16 válvulas é o mesmo que equipa as outras versões 207. Com álcool, desenvolve potência de 113 cavalos a 5.600 rpm, e com gasolina 110 cv. O torque é de 15,5 kfgm no álcool e de 14,2 kgfm quando abastecido com gasolina, ambos a uma rotação de 4.000 rpm. Para o porta-malas, a perua te dá 313 litros de bagagem, que podem ser ampliados para 1.136 litros com os bancos rebatidos - mas isso você também encontra na versão 'convencional', o SW.

O Escapade sai de fábrica com pneus de uso misto (asfalto e terra). Em relação ao SW, a perua tem 25 milímetros a mais de distância do solo. No total, são 24 cm de altura livre. Não é um carro para encarar trilhas off-road, mas atende bem quem gosta de pegar a estrada e curtir o final de semana longe das grandes cidades.

MERCADO

Além de cativar quem já gostava do Escapade, a Peugeot quer ganhar o mercado hoje disputado por modelos como Sandero Stepway, Palio Trekking, VW Crossfox e Citroën XTR. A Palio Adventure Locker não entra na lista, segundo a marca. O antigo volume de vendas do Escapade era de 400 a 500 unidades por mês, média que deve aumentar para 600 unidades mensais se as expectativas da Peugeot forem certeiras. A perua aventureira é a quarta integrante da família 207. Vem aí a picape, mesmo sem o discurso oficial. "Estamos estudando o projeto. Mas a verdade é que não podemos ficar fora deste mercado no Brasil", afirmou Juliano Machado, gerente de Produto da Peugeot.

"São famílias e pessoas que buscam espaço e conforto", conta Rui Águas, diretor de Marketing e Produto da Citroën. "Além disso, será uma nova opção para os clientes que possuem um Xsara Picasso", complementa. Por falar no Xsara Picasso, ele continua no mercado, em seis versões, pelo menos por enquanto. Futuramente, provavelmente serão oferecidas apenas três versões, que ficarão como os modelos de entrada da Citroën no segmento. Sair de linha, não sairá, pelo menos nos próximos três anos. Com a chegada do C4 Picasso, a expectativa da Citroën é vender 700 unidades mensais do Xsara Picasso, 300 a 400 unidades do C4 Picasso e cerca de 200 do Grand C4. Tudo isso para chegar ao objetivo principal: aumentar a participação de 2,55% para 3% no mercado brasileiro, até o final de 2009.

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Ficha técnica Citroën C4 Picasso
Motor Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 16V, a gasolina
Cilindrada (cm³) 1.997
Potência (cv) 143 a 6.000 rpm
Torque (kgfm) 20,4 a 4.000 rpm
Câmbio Automático sequencial
Comprimento (m) 4,47
Largura (m) 1,83
Altura (m) 1,68
Entre-eixo (m) 2,73
Peso (kg) 1.511
Suspensão Independente, tipo McPherson com braços inferiores triangulares, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora, na dianteira, e travessa deformável, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora, na traseira
Freios A disco ventilado, na dianteira, e disco sólido, na traseira, com ABS, ESP, ASR, AFU e REF
Tanque (l) 60
Preço (R$) R$ 80.700

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