Texto: Carina Mazarotto - Carsale
Fotos: Malagrine Estúdio
Depois de passar por completa renovação em 2005, a linha Hilux ganhou retoques no visual e ampliação da gama para enfrentar a concorrência. A ‘roupa’ nova da picape é discreta - se fosse mulher, a Hilux certamente já estaria implicando com aquele namorado que não costuma reparar em seu visual. Mas a principal novidade está mesmo sob o capô, já que a partir de agora a Hilux volta a ser oferecida no mercado brasileiro com motor a gasolina, desta vez o novo 2.7 VVTi, produzido no Japão e recentemente lançado em modelos como o Land Cruiser Prado.
Nem por isso a picape com motor a diesel deixa de ser prioridade para a Toyota. Pelo contrário. A fabricante japonesa quer permanecer líder do segmento e, para isso, oferece nove versões do modelo, agora mais equipadas e com suspensão traseira ajustada nos modelos com cabine dupla. São três padrões de acabamento - Standard (de entrada), SR e SRV - tração 4x2 ou 4x4 e opção de câmbio automático apenas na topo de linha SRV.
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Outra aposta é o renovado utilitário SW4. Além de sutis mudanças no design, o modelo passa a transportar sete pessoas, que viajam muito confortáveis, como experimentamos durante lançamento da nova linha Hilux realizado no início desta semana em Pilar, a cerca de uma hora de viagem de Buenos Aires, na Argentina. O Carsale também tirou as primeiras impressões da Hilux equipada com motor a gasolina e da nova versão SRV a diesel.
ESTILO
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Por dentro, nada mudou no design da Hilux. O interessante para o consumidor é que a picape oferece mais equipamentos de série. Todas as versões saem de fábrica com ar condicionado – com exceção do modelo ‘Chassi/Cabine’, voltado para frotistas -, direção hidráulica progressiva, coluna de direção regulável em altura, fechamento da caçamba por meio de chave (para os modelos de cabine dupla), relógio digital e limpador de pára-brisa com temporizador de velocidade.
A versão a gasolina, por R$ 79.600, só está disponível no padrão de acabamento SR, com tração 4x2 e câmbio manual, mas a Toyota estuda ampliar a gama. A picape sai de fábrica também com ar condicionado manual, retrovisores externos com regulagem elétrica, banco do motorista com ajuste de altura, caçamba com ganchos externos, rádio com CD player e MP3 integrado, vidros e travas elétricas, entre outros itens. Faz falta o computador de bordo, que é oferecido como item opcional - de série apenas na versão SRV. O modelo topo de linha, SRV 4x4 com transmissão automática, passa a ser equipado com revestimentos de couro de série nos bancos, volante, manopla de câmbio e laterais das portas, um requinte necessário para uma picape de R$ 125.600.
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As mudanças no estilo interno também chegam ao SW4. O utilitário traz agora um novo padrão de acabamento, com revestimento em bege Premium, combinado aos apliques no padrão madeira nas laterais e no painel central, que seguem o estilo conservador do Novo Corolla. Por fora, o SW4 traz novas rodas de liga leve de 17 polegadas, com pneus de 265/65, retoque nas lanternas traseiras e nova grade frontal.
DESEMPENHO
O desempenho se justifica principalmente pelo duplo comando de válvulas com a tecnologia VVTi, que controla a abertura das câmaras e proporciona maior torque em qualquer regime de rotação e, conseqüentemente, maior economia de combustível. O bom nível de ruído dentro da cabine é explicado tecnicamente pelas duas árvores de balanceamento nos eixos, que giram em sentidos opostos e, assim, anulam as forças de vibração.
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O renovado SW4 chega às concessionárias em apenas uma versão, equipada com motor 3.0 l turbodiesel 16V, o mesmo da picape, capaz de desenvolver 163 cavalos de potência a uma rotação de 3.400 giros. Mas já que a principal novidade do SW4 é o maior espaço interno, resolvemos dar uma volta como passageiro na terceira fila de bancos, que fica no espaço dedicado originalmente ao porta-malas. Para acessá-la, basta puxar um dos bancos da segunda fileira por meio de uma alavanca, de fácil manuseio.
A sensação de viajar na terceira fila é, sim, muito agradável. Há bom espaço para as pernas, sem a necessidade de afastar o banco da frente, e as duas pessoas contam com cintos de segurança de três pontos, luz de teto e encostos de cabeça – talvez os mais altos se incomodem com a proximidade da cabeça ao topo do veículo. A falta de janelas é compensada pelas saídas de ar-condicionado. O que mais impressiona, no entanto, é a estabilidade do veículo: mesmo sentando bem próximo ao eixo traseiro, o passageiro não chacoalha e mal sente as irregularidades do solo.
Clique nas imagens para ampliá-las MERCADO
O utilitário esportivo SW4 terá os preços divulgados apenas no dia 7 de novembro, quando a linha completa chega às concessionárias. Com motor 3.0 l turbodiesel, espaço para sete pessoas, tração 4x4 e boa lista de equipamentos, o novo SW4 pode continuar competitivo mesmo frente aos novos crossovers, como o Ford Edge – isto se a Toyota não abusar da faixa de preço, que atualmente está na faixa dos R$ 160 mil.
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Com visual mais robusto, a picape ganhou grade frontal em formato de ‘T’, semelhante ao de outras picapes da Toyota, como o Tundra e o Tacoma, comercializados nos Estados Unidos. A grade tem friso horizontal central na cor grafite e a parte superior pode ser cromada ou preta, dependendo da versão. O pára-choque frontal também está mais saliente e as versões SR e SRV passam a ser equipadas com novas rodas de 16 polegadas, revestidas de pneus 265/70.
Se a primeira impressão é a que fica, o novo motor a gasolina da Hilux, de 158 cavalos e 24,4 kgfm de torque, promete cumprir bem o papel de eficiente proposto pela Toyota. Durante breve test-drive realizado em Pilar, que compreendia trechos de estrada e terra – ou melhor, de lama, já que a chuva castigou a região nesta terça-feira (21) –, o propulsor 2.7 16V mostrou bastante disposição em variadas rotações. Em quinta marcha, a 130 km/h, limite de velocidade das vias argentinas, o motor trabalhou na faixa dos 3.200 rpm sem a menor ‘preguiça’ e sem provocar excesso de barulho dentro da cabine.
A Toyota espera vender, em 2009, 30 mil unidades da picape Hilux, um crescimento de 20% em relação a este ano, quando o modelo deve alcançar 23 mil unidades comercializadas. O motor a gasolina responde por apenas 10% deste volume, um sinal de que a fabricante quer estudar o mercado com cautela antes de ampliar a gama e incorporar o motor flex – atualmente, só a picape Chevrolet S-10 traz o 2.4 bicombustível nas versões com tração 4x2. Confira os preços e equipamentos de todas as versões da Hilux aqui.
| Ficha técnica | Hilux SR 4x2 Gasolina CD | Hilux SRV 4x4 Diesel CD | SW4 4x4 SRV A/T CD |
|---|---|---|---|
| Motor | 2.7l 16V VVT-i, dianteiro, quatro cilindros, a gasolina | 3.0l 16V turbo intercooler, dianteiro, quatro cilindros, a diesel | 3.0l 16V turbo intercooler, dianteiro, quatro cilindros, a diesel |
| Cilindrada (cm³) | 2.694 | 2.982 | 2.982 |
| Potência (cv) | 158 cv a 5.200 rpm | 163 cv a 3.400 rpm | |
| Torque (kgfm) | 24,5 kgfm a 3.800 rpm | 35,0 kgfm/1.400 a 3.200 rpm | |
| Câmbio | Manual de cinco velocidades | Automática de quatro velocidades | |
| Comprimento (m) | 5,2 | 5,25 | 4,69 |
| Largura (m) | 1,83 | 1,84 | |
| Altura (m) | 1,82 | 1,85 | |
| Entre-eixo (m) | 3,08 | 2,75 | |
| Peso (kg) | 2.560 | 2.910 | 2.560 |
| Suspensão | Rodas independentes, eixo tipo McPherson com braços inferiores triangulares, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora, na dianteira, e rodas independentes, eixo traseiro com braços estendidos, travessa deformável, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora, na traseira | Independente, braços duplos triangulares, molas helicoidais e barra estabilizadora, na dianteira, eixo rígido, molas semi-elípcas de duplo estágio, na traseira | Independente, braços duplos triangulares, molas helicoidais e barra estabilizadora, na dianteira, 4-link (pontos de fixação) e molas helicoidais, na traseira |
| Freios | Discos ventilados com ABS, nos dianteiros, e tambor com LSPV (válvula proporcionadora sensível à carga), nos traseiros | Discos dianteiros ventilados com ABS, tambor e ABS nos traseiros | |
| Tanque (l) | 80 | ||
| Preço (R$) | 79.600 | 118.800 | Ainda não divulgado |
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