Texto: marcelo Goto - Carsale
Fotos: Divulgação
Pouco mais de seis meses. Este foi o intervalo de tempo entre o lançamento mundial do BMW X6, em janeiro, durante o Salão do Automóvel de Detroit, nos Estados Unidos, e a chegada dos primeiros exemplares do modelo ao Brasil, neste mês. E esse prazo poderia ter sido menor. O "atraso", segundo a BMW do Brasil, foi provocado pela alta demanda do veículo no mundo. Em maio, a BMW chegou a anunciar que a produção do X6, na fábrica de Spartanburg, nos EUA, já havia atingido sua capacidade total de 40 mil unidades, metade delas destinadas ao mercado americano. Nesta planta, situada na Carolina do Sul, também são fabricados o utilitário esportivo X5 e o cupê Z4. E o primeiro lote de 100 do X6 a desembarcar no País já foi completamente vendido, segundo os executivos da marca alemã.
ESTILO
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Mas é na lateral que o X6 mostra a sua verdadeira identidade. Ao contrário do X5, em que o teto segue uma linha reta até a parte traseira, no mais novo integrante da família ele se curva já a partir da metade dos vidros das portas dianteiras. Os pára-lamas são pronunciados, o que garante aparência musculosa à carroceria. Sob elas estão rodas de liga leve de 19 polegadas calçadas com pneus 255/50. Atrás, os destaques ficam por conta das lanternas, que invadem a tampa do porta-malas e se prolongam pelas laterais, e das grandes saídas de escape cromadas posicionadas nas extremidades. O vidro traseiro é pequeno e muito inclinado. Com isso a visibilidade fica bastante limitada. Mas nada que uma câmera estrategicamente instalada na tampa do porta-malas, ao lado da placa de identificação, não possa compensar. As imagens são exibidas na tela do computador de bordo, no centro do painel.
O interior é requintado e de bom gosto. Tudo na medida certa. Há couro nos bancos, nas portas e em algumas partes do console central, como as abas que protegem os joelhos do motorista e do passageiro; além de detalhes de alumínio escovado. A quantidade de botões também não é exagerada, como em alguns carros. O quadro de instrumentos é simples e eficiente. Ele conta com apenas dois grandes mostradores arredondados, como o velocímetro e o medidor de combustível à esquerda, e o contagiros e o termômetro do óleo do motor, à direita. Entre eles há um pequeno visor digital que mostra, por meio de um gráfico, a distribuição de torque entre as rodas do eixo dianteiro e traseiro, mas sobre isso a gente fala mais tarde.
O volante é equipado com hastes para a troca de marchas. Seu funcionamento é fácil e diferente de outros modelos. Em vez de reduzir com a mão esquerda e aumentar com a direita, os engates podem ser acionados de um mesmo lado. Para marchas maiores, basta puxar a borboleta contra o volante. Para reduzir, é só empurrar a peça para frente com o polegar. A alavanca de câmbio automática, de seis marchas, lembra um joystick. Para trocas manuais é só deslocar a alavanca para a esquerda. O freio de estacionamento é elétrico e ativado por meio de um botão no console. Atrás há espaço para duas pessoas apenas, os bancos são individuais e separados por um console com compartimentos para copos e objetos. Apesar do teto rebaixado, ocupantes com até 1,80 metros de altura não chegam a encostar a cabeça no forro. O porta-malas tem capacidade para 570 litros ou 1.450l, com os assentos rebatidos.
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Entre os equipamentos de série do X6 destacam-se faróis com lâmpadas bi-xenônio de facho direcional e luminosidade variável ajustada de acordo com a velocidade do veículo, faróis de neblina direcionais, sensores de chuva e de baixa luminosidade, tampa do porta-malas com regulagem do ângulo de abertura, bancos dianteiros com ajustes elétricos e ar-condicionado com duas zonas de climatização. Já o teto solar é oferecido como item opcional. O pacote de itens de segurança também é bem completo e inclui pneus run-flat, cintos de segurança automáticos de três pontos em todos os assentos, com limitador de força, seis airbags – duplos frontais, laterais e tipo cortina (nas colunas A e no teto), que inflam de acordo com a intensidade do impacto –, além de apoios de cabeça ativos. Tudo isso é gerenciado por uma central eletrônica capaz otimizar esses dispositivos de forma a garantir proteção adequada em cada tipo de situação.
DESEMPENHO
O propulsor é equipado com injeção direta de combustível e duas turbinas compactas idênticas – uma para cada seis cilindros – o que, segundo a marca, proporciona fornecimento de torque de forma linear desde 1.300 rpm a 5.000 rpm. Todos os 306 cv estão disponíveis entre 5.800 rpm e 6.250 rpm. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 6,7 segundos, e a velocidade máxima é de 240 km/h. A média de consumo é de 9,17 km/l.
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Durante a avaliação, feita em um trecho de estrada asfaltada, de cerca de 30 quilômetros de extensão, e um circuito off-road, o veículo mostrou agilidade apesar de seu tamanho avantajado. A propósito, o X6 mede 4,87 m de comprimento, 1,69 m, de altura, e 2,93 m, de distância entreeixos. A largura varia conforme o eixo: no dianteiro são 1,64, e no traseiro, 1,70 m. O motivo é simples: garantir maior estabilidade ao veículo. Mas um dos principais novidades do X6 não está à vista. Trata-se do sistema Dynamic Performance Control (DPC) que divide a tração entre as rodas do eixo traseiro dependendo da necessidade. Caso o veículo esteja rodando sobre pisos escorregadios, o DPC aumenta a velocidade da roda com mais aderência, evitando a derrapagem e melhorando a dirigibilidade e o controle do carro. Essa tecnologia atua em conjunto com dois outros dispositivos: o xDrive, capaz de repartir a tração entre os eixos dianteiro e traseiro, e o Dynamic Stability Control (DSC), cuja função é acionar o sistema de freios sobre a roda com menor aderência e reduzir o torque gerado pelo motor. Toda essa sopa de letrinhas é controlada pelo sistema de gerenciamento integrado do chassi, cuja sigla é ICM.
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A origem do X6 é bem recente. Ele é baseado em um protótipo mostrado no Salão de Frankfurt, na Alemanha, em setembro do ano passado, o Concept X6. O carro é uma mistura de utilitário esportivo e cupê, ou seja, uma versão ainda mais esportiva dos jipões da linha X, e que a marca bávara batizou de SAV Coupé (Sports Activity Vehicle Coupé, ou uma versão cupê de um Veículo para Atividades Esportivas). À primeira vista, pode parecer estranho. De frente, as semelhanças com o X5 são evidentes, salvo alguns detalhes, como o contorno do pára-choque e o vidro do pára-brisa, mais inclinado.
A gama de motores do X6 é formada por duas opções a gasolina e outras duas, a diesel. As duas primeiras são um V8 biturbo, de 407 cavalos de potência, e um seis cilindros em linha, também biturbo, porém capaz de entregar 306 cv. Os blocos a diesel, também de seis cilindros, geram 286 cv (biturbo variável) ou 235 cv (turbodiesel). Mas estes não serão vendidos por aqui. Para o test-drive do cupê off-road, realizado no município de Cesário Lange, no interior do Estado de São Paulo, a BMW do Brasil disponibilizou apenas a versão de seis cilindros, o xDrive35i. De acordo com o fabricante, o V8 deve chegar ao mercado nacional em breve.
Por conta de sua configuração inédita, o X6 não tem concorrentes diretos, mas se tiver de eleger um, este seria o Porsche Cayenne. A BMW do Brasil pretende comercializar 100 unidades do X6 por mes ate o fim deste ano. A versao xDrive35i sai por R$ 325 mil, enquanto a xDrive50i tem valor sugerido de R$ 390 mil.
| Ficha técnica | BMW X6 xDrive35i | BMW X6 xDrive50i |
|---|---|---|
| Motor | Dianteiro, transversal, seis cilindros em linha, 24V, gasolina | Dianteiro, transversal, oito cilindros em V, 32V, gasolina |
| Cilindrada (cm³) | 2.979 | 4.395 |
| Potência (cv) | 306 a 5.800 a 6.250 rpm | 07 a 5.500 a 6.400 rpm |
| Torque (kgfm) | 40,8 de 1.300 a 1.500 rpm | 61,2 de 1.750 a 4.500 rpm |
| Câmbio | Automático, de seis marchas, Steptronic | |
| Comprimento (m) | 4,87 | |
| Largura (m) | 1,98 | |
| Altura (m) | 1,69 | |
| Entre-eixo (m) | 2,93 | |
| Porta-malas (l) | 570 | |
| Peso (kg) | 2.145 | 2.265 |
| Suspensão | Eixo de braço duplo transversal, ângulo de saída ligeiramente negativo, redução de mergulho ao frear, na dianteira, Eixo integral; suspensão de efeito tridimensional, com compensação do movimento ao arrancar e frear, na traseira | |
| Freios | À disco ventilado, nas quatro rodas, com DCS III (HDC, DBC, ABS, ASC-X, ADB-X, DTC, controle de estabilização de reboque) | |
| Tanque (l) | 85 | |
| Preço (R$) | 325 mil | 390 mil |
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